Na primavera assistimos à vinda de África de espécies migradoras estivais como o Peneireiro-das-torres, o Tartaranhão-caçador (Circus pygargus), o Rolieiro (Coracias garrulus) e a Calhandrinha (Calandrella brachydactyla), que escolhem a tranquilidade da planície alentejana para nidificarem. De fácil identificação temos ainda o colorido Abelharuco (Merops apiaster), que se alimenta de insetos capturando-os em pleno voo, e o Picanço--barreteiro, pousados em postes, cercas ou no topo de árvores ou arbustos.
Durante o inverno encontram-se importantes densidades de aves migradoras invernantes como o Grou (Grus grus), o Abibe (Vanellus vanellus), a Tarambola-dourada (Pluvialis apricaria) e a Laverca (Alauda arvensis), que invadem os campos à procura de alimento e abrigo.
Encontram-se também aves de presa como o Tartaranhão-azulado (Circus cyaneus) e o Milhafre-real (Milvus milvus), sobrevoando as áreas planas e abertas à procura de caça.
Os pousios são zonas importantes de alimentação para um conjunto de grandes aves de rapina como o emblemático Abutre-preto (Aegypius monachus), o Grifo (Gyps fulvus), a Águia-imperial (Aquila adalberti), a Águia-real (Aquila chrysaetus) e a Águia de Bonelli (Aquila fasciata).



ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Otis tarda
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Otitídeos
DIMENSÕES: Envergadura: 210-240 cm, Comprimento: 90-105cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Deve o seu nome ao facto de ser lenta, pesada e que “tarda” em levantar voo. O macho que chega a ter 16kg é a 2ª ave voadora mais pesada do mundo e a mais pesada da Europa. Conhecida por “rainha” da estepe, é a mais emblemática das aves que vivem na estepe cerealífera de Castro Verde.
Quase do tamanho de um perú, mas mais alta, tem pescoço grosso e comprido, peito robusto, asas longas e cauda notável. O macho tem “bigodes” e uma “gola” castanha escura, bem visíveis na primavera, e é maior e mais pesado que a fêmea.
Apesar de formar bandos (de machos ou de fêmeas), durante a maior parte do ano, com a cor pardacenta e o hábito de caminhar no chão, raramente se deixa observar.
Com a primavera os machos fazem exuberantes paradas nupciais para atraírem as fêmeas. Incham os sacos de ar do pescoço, arrastam as asas e abrem a cauda em “leque”, transformando-se em autênticas “bolas” de penas brancas. As fêmeas visitam estas áreas selecionando um macho para acasalar.
Depois de todo o ritual, as fémeas incubam os ovos e cuidam das crias sozinhas.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Burhinus oedicnemus
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Burhinidae
DIMENSÕES: Envergadura: 76-88 cm, Comprimento: 38-45cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
O seu nome vem da palavra árabe “algaravão”, que significa “pássaro do poente”, e reflete o período de maior atividade que é ao final do dia, pouco antes do sol se pôr.
Apesar de ser uma ave limícola raramente aparece perto de água, sendo essencialmente terrestre. Durante a primavera, surge isolado ou aos pares, mas no inverno pode formar bandos com dezenas ou centenas de indivíduos.
A sua plumagem malhada em tons de castanho confere-lhe uma excelente camuflagem, que lhe permite passar facilmente despercebido na paisagem. O chamamento assobiado é o principal sinal da sua presença.
Os seus grandes olhos amarelos são uma adaptação que lhe confere uma melhor visão durante o seu período de maior atividade, o crepúsculo.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Motacilla alba
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Motacillidae
DIMENSÕES: Comprimento: 16-19cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente e Invernante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Esta elegante ave, é bastante fácil de identificar pelo típico padrão escuro na cabeça, garganta e dorso, que contrasta com o branco do peito, abdómen e da “máscara” facial.
A cauda e as patas compridas são bastante visíveis, sobretudo quando caminha no solo, enquanto abana a cabeça ao ritmo da passada.
As zonas ribeirinhas e terrenos lavrados, parques e jardins, são os seus locais de eleição.
Também nas pequenas localidades é facilmente avistada, sobretudo onde existe uma forte presença de gado e pequenos cursos de água que as atravessam.
Comum na metade Norte de Portugal, onde está presente durante todo o ano, em Castro Verde é mais fácil de ser observada entre outubro e março.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Saxicola torquatus
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
DIMENSÕES: Comprimento: 11-13cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É um dos primeiros passeriformes a começar, em Portugal, a sua época reprodução.
Logo em janeiro o macho inicia a sua monótona “cantiga” de amor, sempre a partir dos mesmos poisos.
Este pequeno insectívoro é também uma das aves mais fáceis de observar, especialmente no caso do macho, devido ao seu peito laranja e cabeça preta, bastantes visíveis quando se empoleira nos postes e cercas.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Ciconia ciconia
ORDEM: Ciconiiforme
FAMÍLIA: Ciconiidae
DIMENSÕES E PESO: Envergadura 180-218cm, Comprimento: 95-110cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente (sendo a população reforçada na primavera com a chegada de algumas aves migradoras estivais nidificantes)
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Outrora uma ave pouco abundante é hoje em dia bastante comum.
Com a sua plumagem em tons de branco e negro e um bico comprido laranja esta ave é inconfundível.
Em voo destaca-se por levar o pescoço direito e as longas patas esticadas para trás.
O seu som mais conhecido é o bater do bico que faz principalmente quando se encontram no ninho.
Embora seja uma ave migradora, no Sul de Portugal existem várias populações residentes. Castro Verde é um dos locais que tem um maior número de indivíduos que aqui permanecem todo o ano.
A melhor altura para a observar é durante a primavera, quando os ninhos se encontram ocupados.
Nas planícies de Castro Verde os ninhos são feitos em postes ao longo das estradas e em árvores altas, sendo possível observar facilmente as crias durante a primavera e verão.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Pterocles orientalis
ORDEM: Pteroclidiformes
FAMÍLIA: Pteroclididae
DIMENSÕES: Comprimento: 30-35cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Rechonchudo e de patas curtas, é uma pequena ave que apresenta um voo semelhante a um Pombo.
De cor acastanhada e ao passar a maior parte do tempo no chão, raramente se deixa ver. Mas em voo é facilmente identificado pelo preto na sua barriga.
Na Península Ibérica encontra-se ligado aos campos de cultivo de cereais, onde prefere andar por solos nus e pedregosos ou que não tenham muita vegetação e que estejam perto de locais com água.
No verão costumam fazer grandes distâncias até aos poucos pontos com água para beberem. Ao ensoparem as penas do peito, os adultos conseguem transportar água até ao ninho para refrescarem os ovos os darem de beber às suas crias. Por esta altura são mais fáceis de se observar pela manhã quando se deslocam para os pontos de água.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Athene noctua
ORDEM: Strigiformes
FAMÍLIA: Strigidae
DIMENSÕES: Envergadura: 50-57cm, Comprimento: 23-27cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É a ave de rapina noturna mais fácil de observar, devido aos hábitos parcialmente diurnos.
A silhueta arredondada, plumagem castanha com malhas brancas e os olhos amarelos tornam a sua identificação mais fácil.
O hábito de pousar em pontos altos, como postes, cercas, muitas vezes à beira de estradas, também ajuda à sua observação.
As suas vocalizações (um pio cheio e melodioso “goooek”) são muito audíveis, sobretudo durante a primavera quando estão a delimitar os seus territórios.
Já agora, o seu nome comum reflete o pequeno tamanho, pois “galego” é também utilizado para referir variedades agrícolas de dimensões mais reduzidas.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Falco tinnunculus
ORDEM: Falconiformes
FAMÍLIA: Falconidae
DIMENSÕES: Envergadura: 68cm-78cm, Comprimento: 31-37cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É o falcão mais abundante em Portugal e uma das aves de presa diurna mais comuns da Europa.
Para procurar presas no solo, é visto muitas vezes quase imóvel no ar com batimentos rápidos de asa. Este tipo de voo chama-se “peneirar” e está na origem do seu nome comum.
Apesar do seu elevado número e nalgumas zonas dar a impressão de criar em colónias, é uma ave territorial e que luta pelo domínio do seu espaço contra indivíduos da mesma espécie.
Para se reproduzir utiliza cavidades em falésias mas também estruturas humanas como edifícios e monumentos, sendo frequentemente avistado em cidades.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Alectoris Rufa
ORDEM: Galliformes
FAMÍLIA: Phasianidae
DIMENSÕES: Comprimento: 32-35cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É uma ave terrestre de aspeto arredondado, com os pés e bico vermelho.
Pode ser observada em grandes bandos, especialmente no fim do inverno, bandos esses que são desfeitos no início da primavera.
Tem no mimetismo a sua maior defesa, tanto no caso dos adultos como dos perdigotos, e geralmente não usa o voo como meio de fuga, preferindo correr e esconder-se.
Curto e pesado, o voo é normalmente usado como último recurso de fuga, voando poucos metros até uma zona com vegetação mais densa onde se possa esconder.
É uma espécie muito caçada, principalmente na Península Ibérica.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Upupa epops
ORDEM: Coraciiformes
FAMÍLIA: Upupidae
DIMENSÕES: Envergadura: 44cm-48cm, Comprimento: 25-29cm (incluindo bico 4-5cm)
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente (sendo a população reforçada na primavera com a chegada de algumas aves migradoras estivais nidificantes)
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
O nome científico tem origem no seu canto que se ouve a longas distancias e consiste num abafado "uup-uup-uup".
Com padrão preto e branco nas asas e uma poupa, que quando abre parece um leque, é das aves mais peculiares de Portugal.
O voo rente ao chão e ondulante faz lembrar uma enorme borboleta. Ao aterrar levanta a poupa por breves instantes.
Desconfiada, passa parte do tempo a alimentar-se no solo, onde o seu bico afunilado e arqueado permite encontrar insetos e suas larvas, assim como minhocas. A sua dieta inclui várias espécies consideradas como pestes como por exemplo a lagarta da processionária uma importante praga de pinhais.
Parte da população está em Portugal todo o ano (no Algarve e Alentejo) enquanto outra parte emigra até África no fim do outono regressando na primavera seguinte para se reproduzir.
Em Castro Verde, as poupas são sedentárias, o que significa que podem ser observadas todo o ano nesta zona.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Tetrax tetrax
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Otididae
DIMENSÕES: Envergadura: 83-91cm, Comprimento: 40-45cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É da família da Abetarda mas mais pequeno, tendo o tamanho aproximado de uma galinha.
Com hábitos gregários, forma bandos bastante numerosos.
Em voo ambos os sexos mostram uma mancha branca nas asas e por isso são fáceis de identificar.
Quando voam, os machos emitem um “ssississi” caraterístico, devido à passagem do ar por uma das penas das asas que é mais curta e mais fina que as outras. Este som sibilante terá originado o seu nome.
Com a primavera os machos abandonam os bandos e estabelecem territórios onde fazem exibições nupciais para atrair as fêmeas e acasalar. Nesta altura exibem um “colar” preto e branco que desaparece no resto do ano.
Durante as exibições, o macho estica-se com a cauda levantada e a cada 8-10seg atira o pescoço para trás ao mesmo tempo que emite um seco “prrrt”. Este chamamento típico faz com que muitas vezes se detete a sua presença antes de o encontrar bem camuflado na paisagem alentejana. Esta vocalização é muitas vezes acompanhada por um “sapateado” característico, que juntos são irresistíveis para as fêmeas.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Emberiza calandra
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Emberizidae
DIMENSÕES: Comprimento: 16-19cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Com o seu inconfundível canto, é das espécies mais comuns nas planícies de Castro Verde.
Um pouco maior que um Pardal, distingue-se pelo bico grosso, as riscas no peito, as patas rosadas e, acima de tudo, pelo canto metálico, monotonamente repetido, áspero e acelerante.
Voa frequentemente com as patas penduradas (ou seja, para baixo) e tem o hábito de pousar em postes de cercas e fios telefónicos a cantar, marcando assim o seu território.
Fora da época de nidificação, os indivíduos juntam-se em bandos em busca de alimento.
Com uma dieta à base de sementes, tem um “dente” no bico que usa para partir os grãos, estando o seu nome relacionado com o que mais gosta de comer: sementes de trigo e outros cereais.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Falco naumanni
ORDEM: Accipitriformes
FAMÍLIA: Falconidae
DIMENSÕES: Envergadura: 63cm-72cm, Comprimento: 27-33cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Estival nidificante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Deve o seu nome por conseguir peneirar no ar (pairar sobre o mesmo local com rápidos batimentos de asas) e fazer ninho em estruturas feitas pelo homem (como torres de igrejas, montes rurais abandonados, torres e paredes de nidificação).
A plumagem é distinta entre machos e fêmeas e muito semelhante à do Peneireiro-comum. No entanto, os machos têm uma lista cinzento-azulada no dorso e asas, e o dorso liso sem pintas negras.
Considerado, no passado, uma das aves mais comuns na Europa, este pequeno falcão migrador sofreu no séc. XX um forte declínio populacional, tendo-se extinguido em vários países.
Em Portugal está presente apenas na primavera, nidificando sobretudo no Baixo Alentejo. Castro Verde é o local onde ocorrem mais indivíduos e as maiores colónias da espécie no país.
As colónias podem chegar até às centenas de casais, os quais aproveitam as cavidades das estruturas humanas como ninho.
A sua alimentação é quase exclusivamente de grandes insetos, embora também possa caçar pequenos ratos do campo e lagartixas.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Alcedo atthis
ORDEM: Coraciiformes
FAMÍLIA: Alcedinidae
DIMENSÕES: Comprimento: 17-19cm (incluindo bico 4cm)
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Residente
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Esta pequena ave aquática é uma das espécies mais coloridas e encantadoras da avifauna portuguesa.Quando está pousado, pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de-laranja. Muitas vezes é detetado quando faz o seu voo rasante à superfície da água. Para caçar, pousa frequentemente em pequenos postes ou ramos secos, junto à água, para localizar as presas. Em seguida mergulha de cabeça para as apanhar.Para evitar predadores, os ninhos são túneis escavados nas margens dos cursos de água. Com alguns metros de profundidade, no final do túnel existe uma câmara com um amontoado de espinhas de peixe.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Calandrella brachydactyla
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Alaudidae
DIMENSÕES: Comprimento: 14-16cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Estival nidificante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É uma espécie migradora, que chega em finais de março e parte em setembro. No final do verão forma por vezes bandos com muitas dezenas de indivíduos.
Tem uma plumagem castanha clara, sem marcas no peito.
Quando canta, esta pequena cotovia voa por vezes a uma altura considerável. Descobrir uma calhandrinha em voo pode constituir um verdadeiro desafio, mesmo para ornitólogos experimentados.
Na época de reprodução o macho escava uma cova perto do ninho, usando-a para dormir ou em caso de mau tempo. Pode ter uma segundo postura, fazendo para isso um novo ninho por vezes muito perto do primeiro ninho. Na segunda postura, pode usar a cova do primeiro ninho para dormir.
Depois das crias alcançarem o estado adulto, elas e as fêmeas abandonam os ninhos e fazem também covas nas suas proximidades, para se abrigarem e dormirem.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Coracias garrulus
ORDEM: Coraciiformes
FAMÍLIA: Coraciidae
DIMENSÕES: Envergadura: 52-57cm, Comprimento: 29-32cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Estival nidificante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É uma espécie recente em Portugal, não existindo referências à sua presença nas primeiras décadas do século XX.
Hoje tem uma distribuição muito fragmentada, ocorrendo sobretudo em Castro Verde, onde vem todos os anos para se reproduzir.
É uma das aves mais coloridas da fauna portuguesa.
Mas, apesar da sua forte coloração azul e castanho avermelhada dificilmente passar despercebida a qualquer observador, esta ave é pouco conhecida pela sua raridade.
Tem uma dimensão entre um Gaio e um Pombo e não é possível distinguir os machos das fêmeas. Gosta de pousar em postes de vedações de onde observa o que se passa em redor e no solo para puder caçar.
Faz o ninho em cavidades de árvores ou de estruturas humanas, podendo mesmo partilhar colónias com os Peneireiro-das-torres.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Circus pygargus
ORDEM: Accipitriformes
FAMÍLIA: Accipitridae
DIMENSÕES: Envergadura: 96cm-116cm, Comprimento: 39-50cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Estival nidificante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Ocorre em Portugal durante a primavera e o verão, migrando depois para África onde passa o inverno.
Executa voos malabaristas nas suas elaboradas paradas nupciais em voo, sendo considerado um virtuoso acrobata, justificando plenamente o nome que Lineu lhe atribuiu: Circus.
Os seus voos suaves e harmoniosos, a acompanhar o ondulado das searas, são de facto um espetáculo imperdível.
Os machos são cinzentos, enquanto as fêmeas são acastanhadas.
Uma grande ameaça para esta rapina é a destruição de ninhos nas searas pelas máquinas agrícolas quando se faz a ceifa do cereal.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Vanellus vanellus
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
DIMENSÕES: Envergadura: 67-72cm, Comprimento: 28-31cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Invernante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Entre outubro e janeiro, é comum avistar bandos de muitas centenas de indivíduos, por vezes em conjunto com a Tarambola-dourada.É uma das aves mais emblemáticas que vêm passar o inverno à estepe cerealífera.Possui uma característica poupa, identificativa da espécie.Quando em fuga, emite vocalizações extremamente características, parecidos a lamentos.A sua plumagem ao longe parece preta e branca mas uma observação mais próxima revela tonalidades esverdeadas e púrpuras no dorso. Este padrão, as patas algo compridas e as manchas brancas faciais permitem a sua distinção de outras espécies limícolas.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Grus grus
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Gruidae
DIMENSÕES: Envergadura: 180-222 cm, Comprimento: 96-119cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Invernante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
Com patas altas e pescoço comprido, é do tamanho de uma Cegonha-branca.
Vem do Norte da Europa para passar o inverno na Península Ibérica.
Durante o dia é visto em pequenos grupos sobretudo em zonas de montado, onde se alimenta de bolotas.
No seu corpo cinzento destaca-se um enorme tufo de penas sobre a cauda. O padrão da cabeça é preto, branco e com uma pequena mancha vermelha no topo.
Em voo sobressai o enorme pescoço, que é mantido esticado.
Ao final do dia é facilmente visto em bandos de centenas de indivíduos que descrevem linhas no céu em forma de “V”, ao mesmo tempo que emitem o seu distinto e característico som de trompete.
Estas deslocações para os locais onde irão passar a noite (barragens e açudes) são um dos espetáculos mais extraordinários no Alentejo no inverno.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Milvus milvus
ORDEM: Accipitriformes
FAMÍLIA: Accipitriformes
DIMENSÕES: Envergadura: 140-165cm, Comprimento:61-72cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Invernante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É uma ave de presa de médio porte, com cabeça clara e um padrão no corpo de tonalidades castanhas e ruivas.
A cauda é bifurcada e por isso é também chamado de “Milhafre-rabo-de-bacalhau”.
A sua distribuição, outrora bastante alargada, está hoje em dia restrita à Europa, Norte de África e Médio Oriente.
As aves que se observam em Castro Verde pertencem às populações do Norte da Europa que vêm passar o inverno à Península Ibérica.
Durante o dia são facilmente identificados pelo voo calmo, “janelas” brancas na parte de baixo das asas e a cauda a servir de leme.
É um planador exímio sendo frequentemente observado a voar em círculo nas correntes térmicas.
Ao fim da tarde juntam-se em pequenos grupos para passar a noite em árvores altas (dormitórios).

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO:
NOME CIENTÍFICO: Pluvialis apricaria
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
DIMENSÕES: Envergadura: 53-59cm, Comprimento: 25-28cm
OCORRÊNCIA EM CASTRO VERDE: Invernante
DISTRIBUIÇÃO GERAL:
É sobretudo abundante, em Portugal, entre os meses de novembro a fevereiro. No fim do inverno migra para o Norte da Europa onde se reproduz.
O seu “assobio triste” é, muitas vezes, o primeiro sinal da sua presença.
Distingue-se principalmente pela plumagem acastanhada com pintas brancas, pelo bico espesso e curto e pelas patas pretas.
Os terrenos abertos e planos são os melhores locais para procurar esta espécie, a alimentar-se em bando.
Vale a pena perscrutar os bandos de Abibes, aos quais a Tarambola-dourada se associa frequentemente.
Pode ainda ser vista a alimentar-se em noites com luar.
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