Existe na região uma rede de percursos onde se pode tomar contato com a dinâmica própria da estepe cerealífera, sem perturbar a sua evolução nem os trabalhos agrícolas dos agricultores, que a criaram e a mantêm.
Para ficar a conhecer esta paisagem opte por realizar percursos já existentes e sinalizados.
Como complemento, visite o Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho, nas proximidades da vila de Castro Verde, para saber quais os melhores locais e alturas para observar aves, assim como outra fauna, flora, aspetos geológicos e culturais.
Abetarda (Otis tarda)
Sisão (Tetrax tetrax)
Cortiçol-de-barriga-preta (Pterocles orientalis)
Grifo (Gyps fulvus)
Abutre-preto (Aegypius monachus)
Águia-imperial (Aquila adalberti)
Águia-de-bonelli (Aquila fasciata)
Águia-real (Aquila chrysaetus)
Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus)
Entre muitas outras!
Peneireiro-das-torres (Falco naumanni)
Rolieiro (Coracias garrulus)
Tartaranhão-caçador (Circus pygargus)
Entre muitas outras!
Grou-comum (Grous grous)
Milhafre-real (Milvus milvus)
Tartaranhão-azulado (Circus cyaneus)
Entre muitas outras!
UMA VIAGEM AOS PRIMÓRDIOS DA NACIONALIDADE
Com início na povoação de Namorados, perto de um moinho de vento recuperado, este percurso é circular. A meio do itinerário existe um ramal que passa pela Ribeira de Cobres e dá acesso ao miradouro de São Pedro das Cabeças (o local lendário da Batalha de Ourique, travada em 1139). A par das muitas espécies de fauna e flora, de grande interesse, que as áreas de estepe cerealífera, montado e matos, oferecem, a vegetação frondosa nas margens da Ribeira de Cobre possibilita a observação de aves típicas de zonas ribeirinhas como o Rouxinol-do-mato, o Guarda-rios e, na primavera, o colorido Abelharuco.
Duração percurso: 3h (ou mais consoante as paragens)
Grau de dificuldade: médio (extensão de 10,4Km e algum declive na subida à Ermida de São Pedro das Cabeças)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor. Entre novembro e abril a travessia da Ribeira de Cobres pode ser difícil devido às chuvas.
Mapa Interativo
UM SALTINHO AO ALTAR DO CÉU
A estreita via alcatroada que dá acesso ao Salto marca o início deste percurso circular. As Serras de Alcaria e de São Barão são o pano de fundo de todo o trajeto até à Sra. de Aracelis (palavra que deriva de “Ara-coeli”, ou seja, “ara do céu” ou “altar do céu”). A íngreme subida a esta Ermida (altitude: 276 m) é recompensadora pela paisagem em redor e possível avistamento de grandes rapinas, como a Águia-real e a Águia-imperial-ibérica, assim como bandos de Grous (no inverno) a alimentarem-se nos campos ou em voo a caminho dos dormitórios.
Duração percurso: 3h (ou mais consoante as paragens)
Grau de dificuldade: médio (extensão de 8,6km e declive acentuado na subida à Ermida da Sra. De Aracelis)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto entre julho e setembro, devido ao calor. No outono e no inverno deve ser realizado preferencialmente ao final do dia, altura em que é possível avistar Grous em direção aos seus dormitórios.
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VIA VERDE NA PORTAGEM DOS CAMPOS DE OURIQUE
O percurso inicia-se e termina à saída de Entradas, junto ao depósito de água. O itinerário passa pela Ribeira de Terges e tem um ramal de acesso à Ribeira de Cobre, ambas afluentes do Rio Guadiana. A estepe cerealífera é o palco de grande parte do itinerário, podendo ser avistadas várias espécies de aves estepárias durante todo o ano. No inverno é excelente para a observação da emblemática Abetarda e de largos bandos de Grous, a alimentarem-se nas orlas de velhos olivais ou áreas de montado.
Duração percurso: 5h (ou mais consoante as paragens)
Grau de dificuldade: médio (extensão de 19km e algum declive junto à Ribeira de Cobres)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor. Entre novembro e abril a travessia da Ribeira de Terges pode ser difícil devido às chuvas.
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UMA JÓIA AZUL NA PLANÍCIE
Este percurso linear tem início junto ao pequeno campo de futebol e passa por baixo da auto-estrada do Sul (A2) por um viaduto. Dominado por estepe cerealífera, onde por vezes surgem manchas bem definidas de florestações recentes (eucalipto e pinheiro), aqui podem ser observadas, sobretudo na primavera e no verão, várias aves estepárias, como a Abetarda, o Peneireiro-das-torres, o Sisão, o Tartaranhão-caçador e o Rolieiro. O percurso termina perto de uma pequena barragem, local privilegiado para a observação de aves aquáticas como o Pernilongo, a Garça-real, o Galeirão, o Pato-real e o Mergulhão-pequeno.
Duração percurso: 5h (ou mais consoante as paragens)
Grau de dificuldade: médio (extensão ida e volta de 18,7km)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor.
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DA POESIA AO CANTE DAS TERRAS BRANCAS
Com início na aldeia de Alcaria, este percurso linear tem um ramal (pequeno desvio que nos leva à Ribeira dos Aivados) e termina na aldeia de Casével. Dominado por zonas de pseudo-estepe, este possibilita a observação de Abetardas, Sisões, Trigueirões (todo o ano), Peneireiros-das-torres, Tartaranhões-caçadores (na primavera e verão), Abibes, Tarambolas-douradas e Tartaranhão-azulado (no inverno). Nas hortas com olivais e eucaliptos pode-se observar o Picanço-real, a Pega-azul, o Estorninho-preto e o Mocho-galego. Nas imediações do Monte da Ribeira, junto à linha férrea, temos vários ninhos de Cegonhas-brancas.
Duração percurso: 4h (ou mais consoante as paragens)
Grau de dificuldade: fácil (extensão ida e volta de 11,2km)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor. De novembro a abril a travessia da Ribeira dos Aivados pode ser difícil devido às chuvas.
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DO VALE GONÇALINHO AO MONTE DAS PEREIRAS
Este percurso linear localiza-se na Herdade do Vale Gonçalinho, propriedade da LPN, e numa herdade adjacente, a Herdade do Monte das Pereiras. Com início junto ao Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho, este é excelente para a observação de aves estepárias como o Tartaranhão-caçador, o Milhafre-preto (na primavera e verão), o Abibe, a Tarambola-dourada, o Milhafre-real, o Tartaranhão-azulado (no inverno). Em março e abril, não é difícil observar machos de Abetarda (e até de Sisões) em plena parada nupcial! Este percurso passa ainda perto de uma torre de nidificação construída para os Peneireiros-das-torres, que juntamente com os Rolieiros são muito fáceis de observar entre a primavera e o verão. As Hortas de Vale Gonçalinho e do Monte das Pereiras, assim como a passagem pelo Barraco das Nogueiras dão a possibilidade de avistar muitas outras aves, em especial vários passeriformes, rapina diurnas e noturnas e corvídeos.
Duração percurso: 2h (ou mais consoante as paragens)
Grau de dificuldade: fácil (extensão de 3,5km)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor.
TRILHO DE LONGO CURSO
Este percurso é circular, tem 43 km de extensão e inicia-se e termina na povoação de Carregueiro. Aconselha-se a sua realização em dois dias.
Na primeira etapa, do Carregueiro até Castro Verde (cerca de 19 km), terá oportunidade de observar vários “montes” alentejanos típicos, numa paisagem de planura sem fim. Dependendo da época do ano, poderá observar várias espécies de aves estepárias, sobretudo Abetardas, Sisões, Cortições-de-barriga-preta, Perdizes (todo o ano), Peneireiros-das-torres, Rolieiros, Tartaranhões-caçadores (na primavera e verão), Grous, Abibes, Milhafres-reais (no inverno).
Uma vez na vila de Castro Verde pode aproveitar para visitar o seu património histórico e cultural, provar a típica cozinha alentejana, fazer algumas compras e até pernoitar.
Na segunda etapa, sai-se de Castro Verde para iniciar o percurso de regresso ao Carregueiro (cerca de 24 km). Na barragem ao pé do Monte de Vale Gonçalo poderá observar algumas espécies de aves aquáticas, como Patos-reais e Galeirões, para além de alguns anfíbios e cágados. Uma vez na herdade de Vale Gonçalinho, visite o Centro de Educação Ambiental de Vale Gonçalinho da LPN (onde pode obter mais informações de apoio) e fique atento às aves que o sobrevoam, sobretudo na primavera e verão, pois ali nidificam algumas espécies emblemáticas, como o Peneireiro-das-torres e o Rolieiro. A próxima paragem é Entradas, uma das mais bonitas localidades da região, que mantém a traça tradicional, com diversos interesses ao nível do património religioso.
O início e o fim da última fase do percurso faz-se pela estrada asfaltada que liga Entradas ao Carregueiro. De entremeio vai-se entrando em alguns caminhos de terra de modo a conseguir observar mais aves, em especial as estepárias.
Grau de dificuldade: médio (extensão de 43km)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor. De março a abril há que tomar em atenção à época de nidificação das aves, evitando locais de paradas nupciais e/ou locais de nidificação (como imediações de casas abandonadas em “montes” alentejanos, paredes/torres-de-nidificação). De novembro a abril a travessia de ribeiras pode ser difícil e até mesmo impossível devido às chuvas, não se aventure!
Mapa Interativo
TRILHO DE MÉDIO CURSO
Com início no CEAVG, propõe-se um percurso de 27 km de extensão. Na primeira etapa, de cerca de 4 km e até à Ribeira de Cobres, podem observar-se várias espécies de aves estepárias sobretudo Abetardas, Sisões, Cortições-de-barriga-preta, Perdizes (todo o ano), Peneireiros-das-torres, Rolieiros, Tartaranhões-caçadores (na primavera e verão), Grous, Abibes, Milhafres-reais (no inverno).
Cruzando-se a Ribeira de Cobres chega-se pouco depois à Barragem da Apariça, um local de grande interesse para a observação de aves aquáticas, como garças, patos e mergulhões. Cerca de 2 km depois, entra-se em São Marcos da Ataboeira, povoação que convida o visitante a olhar com atenção alguns pormenores de arquitetura tradicional, onde se destaca a igreja Paroquial do séc. XVII.
Saindo da aldeia em direção a Entradas, a zona de cruzamento da Ribeira de Cobres é de grande interesse paisagístico, encontrando-se, logo a seguir, alguns belas habitações de “montes” alentejanos, infelizmente abandonadas. O percurso até Entradas (8 km) é bastante diverso, passando por zonas de montado, olival e pseudo-estepe cerealífera.
Grau de dificuldade: médio (extensão de 27km)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor. De março a abril há que tomar em atenção à época de nidificação das aves, evitando locais de paradas nupciais e/ou locais de nidificação (como imediações de casas abandonadas em “montes” alentejanos, paredes/torres-de-nidificação). De novembro a abril a travessia de ribeiras pode ser difícil e até mesmo impossível devido às chuvas, não se aventure!
ROTA DE INTERESSE PAISAGISTICO
Esta rota inicia-se em Entradas, junto à torre de água, por uma estrada rural submergível. Sendo pouco movimentada, esta permite estacionar em segurança e realizar boas observações. Comece por parar junto à pequena barragem da Ribeira de Terges para observar aves aquáticas. Os quilómetros seguintes são privilegiados por alargados horizontes que propiciam a observação de várias aves estepárias. Ao longo deste troço existem boas hipóteses de observação de Abetardas (em especial na primavera) e no inverno são frequentes os bandos de Abibes e Tarambolas-Douradas. A meio do percurso a estrada fica ladeada por montado disperso de azinho onde abundam plantas arbustivas, sendo possível observar várias aves insetívoras, como chapins e trepadeiras. Entre as rapinas contam-se algumas diurnas como o Milhafre-real e o Peneireiro-cinzento. Mais à frente chega-se à Ribeira de Cobres um local que convida a uma pausa mais prolongada. A par das aves e vegetação, um olhar mais atento permitirá descobrir vestígios da presença de Lontra. Terminada a pausa continua-se em frente na estrada onde a paisagem vais mostrando aqui e ali traços dos quilómetros já percorridos. Terminado o percurso e uma vez em São Marcos de Atabueira tome a estrada nacional 123 em direção a Castro Verde ou a Mértola. A possibilidade de avistar um bando de Abetardas a voar ou junto ao solo é grande e renova a emoção do momento vivido anteriormente.
Grau de dificuldade: fácil (extensão de 7km)
Época do ano aconselhada: todo o ano, exceto de julho a setembro, devido ao calor. De novembro a abril a travessia da Ribeira de Cobres pode ser difícil e até mesmo impossível devido às chuvas, não se aventure!
CEAVG - Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho
LPN - Liga para a Protecção da Natureza
Apartado 84
7780-909 Castro Verde
Tel.: 286 328 309 / 286 322 246 / 968 523 648
Fax.: 286 328 316
E-mail: lpn.cea-castroverde@lpn.pt
Coordenadas GPS: Latitude - 37°44´11.03"N; Longitude - 8°1´53.79"W
De terça-feira a sábado, das 9h às 13h e das 14h às 18h.
Encerra ao Domingo, Segunda-feira e Feriados.






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