A palavra estepe deriva do Russo “степь (stepj)”, que significa “ausência de árvores”, e serve para designar as vastas planícies com domínio de plantas herbáceas, sobretudo da família das gramíneas, que se estendem da Moldávia, através da Ucrânia até à Sibéria, com um enclave importante situado na Hungria.
No Mediterrâneo não existem verdadeiras estepes mas a prática de uma agricultura baseada no cultivo extensivo de cereal de sequeiro (como o trigo, a aveia ou a cevada), muitas vezes em regime de rotação com pousios (em que a terra “descansa” e é usada como pastagem natural), “criou” uma paisagem com características semelhantes.
Pela similaridade do coberto (predomínio de plantas herbáceas ou arbustivas, geralmente de porte baixo) e características de relevo (vastas planícies aplanadas), o termo estepe cerealífera (ou pseudo-estepe) é assim usado para descrever estas áreas humanizadas que ocorrem sobretudo no Sul da Europa e no Norte de África (ou seja, na bacia do Mediterrâneo).
Conhecida por estepe cerealífera mediterrânica ou pseudo-estepe mediterrânica, esta é uma das paisagens rurais mais ameaçadas da região Mediterrânica quer por fatores de natureza ecológica (como a capacidade produtiva do solo) quer de natureza económica (como a substituição por culturas de maior rendimento).


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