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Como surgiu

No final dos anos 80, do século XX, os terrenos do Concelho de Castro Verde mais importantes para muitas das aves estepárias (em especial, a Abetarda, o Peneireiro-das-torres e o Sisão) tinham sido adquiridos por empresas de pasta de papel, que pretendiam florestá-los com espécies florestais de crescimento rápido, como o eucalipto. Estas alterações na ocupação do solo iriam levar a um abandono da atividade agrícola tradicional e, portanto, ao  desaparecimento da avifauna estepária estritamente dependente da manutenção de cereais de sequeiro em regime extensivo.

 

Na altura, a LPN, o Serviço Nacional de Parques e Reservas Naturais e a Direção Geral das Florestas (antecessores do atual Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), bem como o Município de Castro Verde e a Associação de Agricultores do Campo Branco decidiram atuar de forma conjunta para a salvaguarda da estepe cerealífera de Castro Verde, tendo sido levadas a cabo as seguintes iniciativas:

 

O Município de Castro Verde interditou no seu Plano Diretor Municipal (PDM, aprovado em Resolução do Conselho de Ministros n.º 59/93 de 13 de outubro) cerca de 85% da área administrativa do concelho de Castro Verde à florestação. Esta medida constituiu-se como uma ação inovadora, a nível regional, nacional e até europeu, de promover e preservar o estado de conservação favorável dos valores naturais presentes na estepe cerealífera de Castro Verde;

 

Fruto de conversações com a União Europeia, a LPN candidatou-se a financiamentos comunitários (nomeadamente ao LIFE Natureza) para a aquisição dos principais terrenos que estavam na posse das grandes celuloses. Em resultado, entre 1993 e 1999, a LPN adquiriu cinco herdades na região de Castro Verde para um total de 1.700 ha. Interditas à caça, estas herdades passaram a ser Reservas da Biodiversidade onde se faz a conservação das aves estepárias através da preservação do seu habitat. Este momento marca o começo formal do Programa Castro Verde Sustentável;

 

A Associação dos Agricultores do Campo Branco e a LPN realizaram ainda um estudo preliminar sobre a situação ambiental de referência no território que serviu de base à criação de uma Medida Agroambiental, no âmbito da Politica Agrícola Comum (PAC) da União Europeia, especifica para a região do Campo Branco. Com início em 1995 o Plano Zonal de Castro Verde, hoje designado por Apoio Zonal (Portaria n.º 56/2015 de 27 de fevereiro), tem um importante valor demonstrativo sendo hoje o principal instrumento de conservação da Natureza na região e largamente reconhecido à escala nacional e europeia como exemplo de excelência para o desenvolvimento de uma nova perspetiva na gestão do espaço rural. 

 

Em resultado daqueles esforços, a região de Castro Verde foi classificada em setembro de 1999, no âmbito da Rede Natura 2000, como Zona de Proteção Especial (ZPE) para as aves de Castro Verde. Na sequência do contencioso da União Europeia com o Estado Português por causa do atravessamento desta ZPE pela Autoestrada do Sul (A2), a ZPE de Castro Verde teve um alargamento em 2008, passando a ser a maior ZPE em Portugal com cerca de 85 mil hectares.

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